É a primeira vez na história que a corrida do fogo simbólico ocorre no município. A solenidade contou com apresentações dos Bombeiros e da Brigada Mirins

Nesta quinta-feira, dia 18, Teutônia recebeu a 85ª Edição da Corrida do Fogo Simbólico da Pátria, em comemoração ao bicentenário da Independência. A corrida é uma realização da Liga de Defesa Nacional, organizada pela Associação dos Veteranos e Amigos da 1ª Companhia de Guardas e apoio da prefeitura, com a finalidade de incentivar o amor à pátria, resgatar valores e o civismo.

A condução da chama foi realizada pela Polícia Rodoviária Estadual (PRE), Brigada Militar, Corpo de Bombeiros Voluntários e Departamento Municipal de Trânsito, juntamente com os representantes da Associação, e aberta à participação da comunidade.

Durante a solenidade, os professores Edenir Alcídio Stroher e Pâmela Goethel Dutra interpretaram os hinos Nacional e Rio-Grandense com seus instrumentos de sopro, trompete e saxofone, encantando o público. O grupo de Bombeiros Mirins da Escola de Educação Infantil Azaleia, do bairro Teutônia, formado por crianças de 4 a 5 anos, realizou uma apresentação musical juntamente com suas professoras. A Brigada Mirim também se fez presente no evento, sob coordenação do Soldado Valdoir Teixeira dos Santos, onde realizaram a ordem unida seguida de uma canção. Os alunos do 5º ano das EMEFs Professor Guilherme Sommer e Leopoldo Klepker, e Centro Municipal de Ensino Fundamental (CEMEF) Leonel de Moura Brizola participaram da solenidade.

A Associação dos Veteranos e Amigos da 1ª Companhia de Guardas homenageou o cidadão teutoniense, Soldado Valdoir Teixeira dos Santos, pelo ato de salvamento de uma criança de 2 anos de idade, no dia 27 de junho deste ano, por meio de orientações realizadas por telefone. Também foram entregues certificados ao prefeito, vice-prefeita, comissão organizadora e ao cidadão Heinz Driemeyer. O município realizou uma homenagem ao cidadão Selby Wallauer, que não pode se fazer presente, mas receberá o certificado pelos serviços prestados e por seu conhecimento histórico e cultural, assim como, pela sua contribuição na elaboração do brasão e da bandeira deste município, após sua emancipação em 1981.

O fogo simbólico ficará aceso no município até o dia 07 de setembro. Após a cerimônia, o fogo foi conduzido à Escola Municipal de Ensino Fundamental Professor Alfredo Schneider, para realização de hora cívica com participação de todos os alunos, onde foi abordado o tema do bicentenário da Independência. No final da tarde a chama retornará para o Centro Administrativo, onde ficará exposta durante à noite para a comunidade. No dia seguinte, o fogo simbólico será encaminhado à outra escola, seguindo o mesmo cronograma até o dia 06 de setembro, concluindo a passagem da chama por todas as escolas do município.

História
A Liga de Defesa Nacional foi criada por Olavo Bilac, em 07 de setembro de 1916, com a finalidade de desenvolver o espírito cívico de todos os brasileiros.

A ideia da corrida do fogo simbólico surgiu no Brasil em 1936, durante os jogos olímpicos de Berlim, na Alemanha, que inspirado nos gregos, usaram a força do simbolismo da tocha olímpica para representar a união do povo alemão e desenvolver um forte sentimento nacionalista. Com base nesse modelo, a ideia também foi usada por Getúlio Vargas, para legitimar a cultura nacional.

No Rio Grande do Sul a Corrida do Fogo Simbólico foi resultado da apropriação e representação de elementos históricos e culturais, adquiridos durante os jogos de Berlim, por gaúchos, Tulio de Rose, Ernesto Capelli, João Carlos Daudt e Humberto Chas, que lá estavam e ficaram impressionados com a participação do povo durante a cerimônia, em torno do fogo, que representava força e a simbologia de benção e proteção à população, momento em que ficava evidente o grande amor pelo país. Ao retornar, Tulio de Rose, decidiu organizar uma corrida com a tocha cívica, com o apoio da Liga da Defesa Nacional. Sendo assim, a primeira corrida do fogo simbólico no Brasil foi realizada em 1937, no Rio Grande do Sul, e teve como ponto de partida a igreja de Viamão, com chegada à Pira da Pátria, no parque Farroupilha em Porto Alegre.

No início da década de 1940, outros estados começaram a participar do revezamento da tocha, integrando-se ao simbolismo da cerimônia do país.

Em 1947, o Grupo dos 8, liderado por João Carlos D'Ávila Paixão Côrtes, foi até a pira da pátria para acender a chama crioula, que representa uma das maiores tradições da cultura gaúcha.

Data de publicação: 19/08/2022

Créditos: Assessoria de Imprensa Teutônia

Créditos das Fotos: Assessoria de Imprensa Teutônia

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