A doença, também chamada de paralisia infantil, é contagiosa e causada por um vírus que vive no intestino. A aplicação da vacina ocorre em todas as UBS do município, sem necessidade de agendamento, até o dia 30 de setembro.

O Ministério da Saúde e a Defesa Civil emitiram alerta de risco de reintrodução do vírus causador da poliomielite no país. A poliomielite, também chamada de paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada por um vírus presente no intestino, chamado poliovírus, que pode infectar crianças e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou não a paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores são os mais atingidos.

O município de Teutônia está com cobertura baixa, com cerca de 49%, em função disso, a campanha foi prorrogada até dia 30 de setembro. Desta forma, a Secretaria de Saúde ressalta a importância do comprometimento de todas as famílias para que as crianças de 01 ano a 5 anos incompletos (04 anos, 11 meses e 29 dias) sejam vacinadas. A aplicação está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde.

Transmissão:
A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, pela via fecal-oral (mais frequentemente), por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral-oral, por meio de gotículas de secreções da orofaringe (ao falar, tossir ou espirrar). A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus.

Sintomas:
Os sintomas mais frequentes são febre, mal-estar, dor de cabeça, de garganta e no corpo, vômitos, diarreia, constipação (prisão de ventre), espasmos, rigidez na nuca e até mesmo meningite. Nas formas mais graves se instala a flacidez muscular, que afeta, em regra, um dos membros inferiores.

Tratamento:
Não existe tratamento específico, todas as vítimas de contágio devem ser hospitalizadas, recebendo tratamento dos sintomas, de acordo com o quadro clínico do paciente, ou seja, uma vez instaladas as sequelas as mesmas são permanentes e necessitam de suporte de reabilitação.

Sequelas:
As sequelas da poliomielite estão relacionadas com a infecção da medula e do cérebro pelo poliovírus, normalmente são motoras e não tem cura. As principais são:
– problemas e dores nas articulações;
– pé torto, conhecido como pé equino, em que a pessoa não consegue andar porque o calcanhar não encosta no chão;
– crescimento diferente das pernas, o que faz com que a pessoa manque e incline-se para um lado, causando escoliose;
– osteoporose;
– paralisia de uma das pernas;
– paralisia dos músculos da fala e da deglutição, o que provoca acúmulo de secreções na boca e na garganta;
– dificuldade de falar;
– atrofia muscular;
– hipersensibilidade ao toque.

As sequelas da poliomielite são tratadas através de fisioterapia, por meio da realização de exercícios que ajudam a desenvolver a força dos músculos afetados, além de ajudar na postura, melhorando assim a qualidade de vida e diminuindo os efeitos das sequelas. Além disso, pode ser indicado o uso de medicamentos para aliviar as dores musculares e das articulações.

Prevenção:
A vacinação é a única forma de prevenção da poliomielite. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas conforme esquema de vacinação de rotina e na campanha nacional anual. O esquema vacinal contra a poliomielite é de três doses da vacina injetável – VIP (aos 2, 4 e 6 meses) e mais duas doses de reforço com a vacina oral bivalente – VOP (gotinha).

Data de publicação: 15/09/2022

Créditos: Assessoria de Imprensa Teutônia

Créditos das Fotos: Assessoria de Imprensa Teutônia

Compartilhe!